A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Acre, (OAB/AC) realizou através das Comissões do Jovem Advogado e Trabalhista o curso de Processo Judicial Eletrônico da Justiça do Trabalho (PJe-JT) – Passo-a-Passo do Peticionamento e Certificação Dig ital, com a advogada, docente e mestre em Direito, Ana Amélia Menna Barreto, na noite desta segunda-feira, 20.
Pela segunda vez no Acre, a palestrante apresentou estratégias e mecanismos que facilitam o trabalho dos advogados durante o trabalho com o sistema ainda em construção em todo o país.
Ana Amélia é diretora de inclusão digital e presidente da Comissão de Direito e Tecnologia da Informação da Ordem do Rio de Janeiro, além de membro da comissão com o mesmo nome no Conselho Federal da entidade.
“Está sendo um prazer estar aqui para falar sobre o PJe que entre os advogados é conhecido como o pesadelo judicial eletrônico, devido a quantidade de problemas causados a classe. O sistema foi imposto aos advogados. E atualmente, quem não tem certificação digital não advoga”, confirmou Ana Amelia.
O presidente da Comissão do Jovem Advogado, André Marques, ressaltou que os advogados locais tinham dificuldades específicas e as dúvidas foram sanadas durante o curso. “Essa oportunidade serviu para os profissionais que já trabalham e aqueles que ainda não possuem contato com o sistema”, confirmou.
O presidente da Comissão Trabalhista da OAB/AC, Leandro Martins, ressaltou que em breve o peticionamento eletrônico será o sistema de todas as justiças, e, por isso, de suma importância a presença da Dra. Ana Amelia para transmitir seus conhecimentos e experiências. “Agradeço a Comissão Jovem por propor esse curso que é fundamental para o nosso dia a dia e ao presidente da OAB/AC pelo apoio para as comissões”.
Leandro Martins aproveitou a ocasião para anunciar que a Comissão Trabalhista vai realizar o curso prático de PJe em breve.
O presidente da OAB/AC, Marcos Vinícius Jardim Rodrigues, parabenizou as comissões responsáveis pelo evento e ressaltou que atualmente é um desafio trabalhar com o processo eletrônico por ainda ser uma plataforma que não atende a realidade de país continental, como o Brasil, e mais especificamente no Acre, com as particularidades no que se refere ao fornecimento de energia elétrica e velocidade da internet.
“Nós não temos culpa. Mas, estamos carregando essa cruz de forma muito custosa. As reclamações e angustias são diárias. A vinda da Ana Amélia é um ponto a mais nessa luta da OAB por um processo eletrônico mais justo e democrático”, finalizou Marcos Vinícius.
