A Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Acre (OAB/AC) se reuniu na quinta-feira, 10, com representantes do Ministério Público do Acre (MPAC) e da Defensoria Pública do Estado (DPE) para tratar sobre o aumento repentino nas faturas de energia dos consumidores acreanos, ocorridas no fim do mês passado, sem explicações bem definidas.
Moradores de Rio Branco, por exemplo, relataram aumento de 60% nas tarifas cobradas. Algumas faturas superam os R$ 700 e a situação revoltou a população. Durante o fim do último mês e no início deste mês, populares ocuparam a sede da empresa cobrando explicações. A alegação dada pela Diretoria da Energisa é de que nos meses de agosto e setembro vigorou a bandeira vermelha.
Vice-presidente da CDC, Larissa Mendes explica que o principal objetivo do encontro feito no Ministério Público foi encontrar medidas para barrar o aumento do valor da energia elétrica no Acre. Ela afirma que as três entidades em conjunto buscam soluções para o caos elétrico que se encontra. Segunda Larissa o acreano paga caro por vários serviços deficitários.
“A Comissão de Defesa do Consumidor está atenta aos abusivos aumentos de energia ocorridos no nosso estado. A partir do convite da promotora Alessandra Marques, ajudamos a elaborar o Procedimento Preparatório em trâmite no MP. Além dessa contribuição, também solicitamos explicações plausíveis à Energisa sobre o aumento, até então injustificado”, pontuou.
Desde o início do ano a concessionária é pauta de debates nos organismos da sociedade e na imprensa acreana, por conta de denúncias dos parlamentares estaduais sobre os aumentos mensais nas faturas de energia e as leituras dos medidores de consumo. Ainda não houve posicionamento técnico da empresa sobre os questionamentos levantados pela Aleac, OAB/AC e outras entidades.
