Haitianos precisam de maior apoio da União e de organismos internacionais

MVMarcos Vinícius Jardim Rodrigues*

Os haitianos buscam o Brasil pelo Acre desde 2011, fugindo do sofrimento de terremotos e da epidemia de cólera, ocorrida em 2010. Essa crescente massa de “refugiados humanitários” procuram uma vida melhor, e é preciso oferecer um suporte digno.

Esses imigrantes buscam o sonho brasileiro, porque no país deles falta a adoção de uma maior atenção para os mesmos pactos assinados no final da Segunda Guerra Mundial. Agora, está na hora de exigir dos organismos internacionais mais atenção para o caso. O mesmo vale para o nosso governo federal.

A reivindicação é pautada pela urgência, afinal, há quase cinco anos essas vítimas procuram, de forma desesperada, uma oportunidade em solo brasileiro, submetendo-se a riscos que a nossa população nativa já vive, que é a exploração sexual, o tráfico de drogas, o tráfico de humanos e trabalhos análogos à escravidão.

Como os haitianos chegam aos milhares pela fronteira do Acre, não há notícias de que o governo federal faça o acompanhamento efetivo dessas pessoas para evitar que eles sejam vítimas de criminosos, o que poderá gerar uma crise muito mais grave.

A dignidade humana deve ser o escudo de defesa e a nossa bandeira de luta para a união de esforços na busca por uma resolução do problema, investindo em uma maior assistência aos refugiados, garantindo as condições necessárias para que eles possam, de forma efetiva, reconstruir a vida no Haiti.

*Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Acre

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