Alerta contra incêndios florestais no Acre

queimadaAutoridades ambientais unem esforços para conscientizar a população do perigo do fogo na estiagem

No intuito de alertar a população para os riscos de catástrofes ambientais causadas pelo uso do fogo durante a estiagem, o Ministério Público Estadual (MPE) reuniu autoridades ambientais que atuam no combate aos incêndios florestais para unir esforços na tentativa de evitar uma situação crítica como a vivida pelos acreanos em 2005.

Os órgãos envolvidos na força tarefa são o MPE, o Instituto do Meio Ambiente do Acre, Corpo de Bombeiros e Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia). Os representantes alertaram para a situação climática favorável à propagação descontrolada do fogo em toda a região leste do Estado.

A promotora de Meio Ambiente do MPE, Meri Cristina Amaral, demonstra preocupação com os dados colhidos pelo órgão, a respeito das regiões propícias à incidência do fogo. Ela enfatiza que o mapa apresenta como área de risco 70% do Estado e que a situação é classificada como “crítica e de alto risco”.

“A previsão climática para os próximos dias no leste do Acre é de clima seco e ventos fortes, propício para o descontrole caso exista a incidência de fogo. Tem que haver o alerta para o prejuízo que essa prática pode trazer, pois, além dos danos materiais existem também os físicos. A pessoa que ateia fogo não tem controle do que será consumido e nessas condições a situação fica muito grave”, observa.

De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Pires, na semana passada foram registradas 42 chamadas para ocorrências de fogo de calor no perímetro urbano da cidade. São em média 15 chamadas diárias e a incidência é geralmente a partir das 15 horas. “O Corpo de Bombeiros está preocupado, está fazendo a sua parte, mas é necessária a contribuição da população em não fazer uso do fogo para limpar os espaços”, afirma.

O secretário de Meio Ambiente do município, Arthur Leite, relata que desde o início da estiagem foram realizadas 170 autuações e as multas são a partir de R$ 120, por configurar crime ambiental o uso do fogo em qualquer circunstancia.

“São diversos prejuízos causados pelo fogo. Este ano as queimadas urbanas estão ocorrendo no período noturno, mas a população deve colaborar com nosso trabalho e denunciar esses infratores pelo número 3228-5765 ou no Pelotão Florestal, que atua 24 horas por dia por meio do 190. A operação Cidade está nos bairros, recolhendo os entulhos, não há necessidade de queimar.”

Fonte: Lyslane Mendes – Pagina20

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