Diante de um cenário penoso para o Brasil, um dos países com maiores índices de violência, sejam elas físicas, morais, sexuais, financeiras e também psicológicas, contra as mulheres, mas que luta incansavelmente contra este mal tão odioso para a população feminina;
Diante da ampla veiculação de um vídeo cujo protagonista é um deputado brasileiro, que eleito democraticamente num país que respeita as leis e o ordenamento jurídico, mas que, entretanto, desrespeitou e maculou uma das maiores leis já construídas na defesa e proteção das mulheres vítimas da violência, qual seja a Lei Maria da Penha;
Diante do grande número de mulheres, homens e instituições que lutam e protegem diariamente mulheres vítimas da violência, e que se sentiram violentamente agredidos e desrespeitados pelas palavras de um representante do povo, que se coloca com elas do lado oposto dos direitos humanos e da história;
Tolerar ou se calar diante de tamanha agressão e da tentativa de desqualificar a Lei nº 11.340/2006 e a mulher Maria da Penha, significa trazer à tona toda violência sofrida pela mesma e por outras mulheres igualmente vítimas, que sofreram em carne própria a violência capaz de deixar marcas que nem o tempo consegue apagar, mas que encontram nas leis de proteção o alento para que outras não venham a se tornar estatísticas nos mapas da violência.
Diante deste penoso fato, a Comissão da Mulher Advogada da OAB/AC, repudia veementemente as palavras e o vídeo em questão, pois atenta não apenas contra a dignidade de Maria da Penha, mas de toda a sociedade, pois o mal que se faz a uma mulher é o mal que se faz a todos.
Isnailda de Souza da Silva Gondim
Presidente da CMA/AC
Selene Iris Balbuena Fartolino da Silva
Vice-Presidente da CMA/AC